segunda-feira, junho 30, 2008

*AMOR NÃO ESTÁ FORA DE MODA*


*Amor não está Fora de Moda*
***
Quero do amor à saga da ventura,
A rotina estampada sobre a pele.
O abraço num elo sem tortura,
Como tatuagem, marco que modele.

Que seja o amor a fórmula última,
A mais pura que a natureza fez.
A perfeição da obra que em ternura.
Traga no alicerce o toque da tez.

O mundo seja a nave que carregue,
Os amores no santuário sagrado.
No berço o embalar canto e prece,
Sopro da vida, o perdão do pecado.

Que seja o amor, moda sem fronteira,
Modelo uno, vitrine derradeira.
***
Sogueira

segunda-feira, junho 09, 2008

*DIA DOS NAMORDOS*

*Dia dos Namorados *
-12 de junho-
***
Vem, o coração reclama
Para o dia de festejo
Abraço aberto te chama
Cheiro e sorriso, prevejo

Nesta data de alegria
Santo Antônio é cupido
Quero cantar alforria
Neste dia divertido

A fogueira está acesa
O coração palpitando
Espero-te com certeza
Namorando te amando

Vamos amar à noitinha
Até o sol amanhecer
Soprar fogueira quentinha
Dormir no entardecer

Santo Antônio não escolhe
É só pagar a promessa
Se não agradar não chore
Não aceito trocar a peça
***
Sogueira

Breve lançamento do livro
Eu Poesia Contos e Crônicas

sábado, maio 10, 2008

**MÃOS DE MÃE**


**Mãos de Mãe**
***
As mãos que sonhei em pesadelos
Mãos acariciando a pele macia, nua
Embalando o berço com desvelo
Ninando a canção apreciando a lua

Mãos chamando para o abraço, inútil
A mão espalmada ofertando alimento
Os cachos nos cabelos a fita cor anil
O aceno na ida da escola, lamento!

A escolha do tecido para o vestido
Feito princesa com laços, fitas rosas
A festa de aniversário sonho lindo
Foram só desejos, lendas mimosas

A lágrima que a mão suave enxuga
Acalento do colo na carícia é praxe
Nunca senti, e a imagem em fuga
Voava ao além, o sono como relaxe

Mãos divinas da mãe cuidadosa
Faz do quarto um reinado de amor
Cheiro do bebê exala mão amorosa
Mãos que sonhei faltaram o calor

As mãos paternas fortes e brandas
Foram as mãos de amor primeiro
Do meu pai, que na rede balançou
Foi meu Céu, o jardim, meu canteiro

Saudades sem fim Mãe idolatrada
Das mãos abençoadas que perdi
Os sonhos se perderam na jornada
Desenho da tela, o qual nunca vi
***
Sogueira

Eu Poesia Contos e Crônicas
No prelo

sexta-feira, março 14, 2008

*POETA E POESIA*


**Poeta e Poesia**
*****
Sou de ti escrava carecente
Amante de todos os momentos
Embala-me como órfão carente

Da palavra faço meu escudo
Do poema saboreio o alimento
Diante do meu coração desnudo

Que sonha, fantasia, sem receio
Viaja sem rumo ao relento
Busca no firmamento sem rodeio

O despojar da poesia nas estrelas
O nutriente que a caneta fomenta
Em cada verso como uma centelha

Veste-me da quietude que semeio
Para fazer do poema meu esteio
***
Sogueira
Eu Poesia Contos e Crônicas
Meu livro, no prelo

*RASCUNHO DE VIDA*


** Rascunho de Vida**

Da vida não fiz nenhum rascunho
Para não necessitar de correção
Arranquei a escrita do próprio punho
Fiz meu diário sôfrego de emoção

Naveguei nas águas em dilema
Nas certezas e incertezas barganhei
Como frágil negociante segui um lema
Felicidade e amor foi refrão, sonhei...

Porém na sabedoria das sentenças
Que a natureza providencia em causa
Fez-me parceiro viajem sem pausa

Cruzei os braços desfilei descalça
O tempo sem cerimônia prosseguiu
No despertar, a vida apenas sorriu
***
Sogueira
Eu Poesia Contos e Crônicas
Meu livro, no prelo

domingo, dezembro 30, 2007

*ADEUS ANO VELHO*


**Adeus ano Velho**
*****
Um feliz ano novo diz a canção
A cada minuto tudo fica velho
É da natureza do universo a criação
Entre fracassos e sucessos é espelho

A cada minuto tudo fica velho
Para uma transformação rotineira
Entre fracassos e sucessos é espelho
Imitemos então os bons sem asneira

Para uma transformação rotineira
Pisemos com o direito e sabedoria
Imitemos então os bons sem asneira
Pra não chorar o passado em agonia

Pisemos com o direito e sabedoria
Plantando amor para colher amor
Pra não chorar o passado em agonia
Dê sua parcela não gerando desamor

Plantando amor para colher amor
Estenda a mão sustente o refrão
Dê sua parcela não gerando desamor
Um feliz ano novo diz a canção
*****
Sogueira

*COM O MESMO CIMENTO*


*Com o Mesmo Cimento*
*****
Edifica-se um espaço em desafio
Grande por fora numa visão pomposa
Pequeno por dentro por escassez de brio
Congelado no vazio, um jardim sem rosa.

Com o mesmo cimento numa choupana
Vi, assisti, presenciei dois amores ternos.
O amor aflorava visível na membrana
Eram duas almas em gozos eternos

Era menina, trago na lembrança a lição
De uma vida simples, o sorriso constante
O zelo, o companheirismo a paz reinante
Sem filhos viveram, completos e amantes

Na ausência da parceira para o além
A outra alma definhou sem alento-emoção
E Deus o chamou para unidos também
Completarem o ciclo em comunhão
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Sogueira