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sexta-feira, março 14, 2008

*RASCUNHO DE VIDA*


** Rascunho de Vida**

Da vida não fiz nenhum rascunho
Para não necessitar de correção
Arranquei a escrita do próprio punho
Fiz meu diário sôfrego de emoção

Naveguei nas águas em dilema
Nas certezas e incertezas barganhei
Como frágil negociante segui um lema
Felicidade e amor foi refrão, sonhei...

Porém na sabedoria das sentenças
Que a natureza providencia em causa
Fez-me parceiro viajem sem pausa

Cruzei os braços desfilei descalça
O tempo sem cerimônia prosseguiu
No despertar, a vida apenas sorriu
***
Sogueira
Eu Poesia Contos e Crônicas
Meu livro, no prelo

segunda-feira, dezembro 24, 2007

* A FELICIDADE*


**A Felicidade...**
*****
Dos sonhos a prioridade é destaque,
Aonde encontrá-la entre tantas
Que satisfaça em qualquer estoque
Feito mercadoria compram-se quantas?

No contentamento a felicidade difere
Varia na escolha do objeto, setor
Prazerosa busca status o bem confere
Cai por terra quando acaba o esplendor

A felicidade como milagre eterno
Nos acompanha busca infatigável
Como atiná-la no outro sexo terno
Nós somos cada um único inviável!

Para ofertar este sonho desejado
Precisamos tê-lo em demasia
Repartir com desvelo cultivado
Trazê-lo é missão, quem ousaria?
*****
Sogueira

*FALAR DE SAUDADE*


**Falar de Saudade!!!
****
Da rapidez do tempo, a serenidade
Das saudades tantas em prioridade
Da infância livre, mente liberta
Dos rigores que a vida desperta

Da ignorância, pureza da alma...
Longe das tormentas despindo a calma
Da longa distância para o final do ato
Descendo a cortina, agora é disparato...

Do sono tranqüilo longo relaxado
No pequeno povoado bem afastado
Dos sonhos, dos amores que viriam
Da longa estrada que a mente fantasia

Ah! Que saudade danada nesta manhã
Tempo nublado da Fortaleza cristã
A água da chuva beijando a janela
Sem cheiro de terra, no asfalto passarela

A saudade não dispensa freguês
É companheira assídua rotineira
Às vezes saudades sem fronteiras
Outras vezes, não tem hora ou vez.
*****
Soguiera

domingo, novembro 11, 2007

**SE EU PUDESSE**

**Se Eu Pudesse**
*****
Faria do sorriso uma lei
Da sinceridade obrigação
Da virtude trono e rei
Da maldade condenação
Da humildade uma glória
Da honestidade a vitória

Do pai a legalidade
Do filho a gratidão
Da lei a responsabilidade
Dos irmãos a comunhão
Da família a união
E pureza na alimentação

Ah! Se eu pudesse
Ser invisível ao mundo
Curar a úlcera da nação
Olhar bem o poço no fundo
Mostra que o amor salvação
É virtude é ressurreição
*****
Sogueira

*VALIDADE DOS SONHOS*

**Validade dos Sonhos**
*****
Vasculhai as gavetas dos sonhos
Muitos as traças roeram sem dó
Outros a validade foi mais breve
Dois permaneceram intactos sem pó

Há sonhos sem valência vigente
Impossível até sua execução
Outros o destino os destrói
Arrebata das mãos sem perdão

Há sonhos tão inconstantes
Que muda a mais simples palavra
São como viajantes andarilhos
A cada pouso outro sonho trava

Meus dois sonhos invioláveis
O mundo os pôs fora de moda
Se as janelas forem abertas
Escondem-se cabisbaixo, poda.
*****
Sogueira

**MINHA ILHA**

**Minha Ilha**
***
Meu coração é uma ilha imensa
Cercada de amor por todos os lados
Em extensão menor que o mar
Maior no sonho voando alado

Não deixo a solidão me afogar
Nem alagar meu interior sossegado
As águas que me inundam
Só das lágrimas das saudades

Nesta ilha onde habito recuada
Os barcos que ancoram são remados
Das mais caras amizades desejadas
Que me levam uma rosa perfumada

Neste terreno menos extenso aqui
Reside um amor profundo e imenso
Que o mar em toda sua extensão
Seria lagoa sem banho intenso

Para entrar na minha ilha encantada
Tesouro de rara beleza herdado
Só com senha de segurança
Só um coração com amor despojado
*****
Sogueira

*AMOR DE POETA*

**Amor de Poeta**
*****
Ama escreve sentimentos idealismo
Viaja aonde o pensamento alcançar
Vai muito além do infinito até no abismo
Se o coração permitir sem esgotar

Viaja aonde o pensamento alcançar
A mensagem guardada em segredo
Se o coração permitir sem esgotar
Palavra antes relegada em degredo

A mensagem guardada em segredo
Postada sem reserva abre a janela
Palavra antes relegada em degredo
Ganha alforria ajoelha-se na capela

Postada sem reserva abre a janela
Em versos agora já lapidados
Ganha alforria ajoelha-se na capela
Faz uma prece ao amor antes negado

Em versos agora já lapidados
Exalta sem segredo todo lirismo
Ganha alforria ajoelha-se na capela
Ama escreve sentimentos idealismo
*****
Sogueira (Pantum)

sábado, outubro 06, 2007

*A NUDEZ DA ALMA*


**A Nudez da Alma**
*****
Abro as janelas para este dia iluminado
A alma sorrir e entrega-se sem desvio
Mostra que o caminho tem direção certa
Quando acende o sol nos dias sombrios

Abriga a palavra do perdão contido
Faz desta palavra seu escudo e poder
Na humildade recolhe a sabedoria
Enterra sem retorno a dor que faz sofrer

Tantos os fantasmas que a mente cria
Empobrece a vida missão Divina
Passagem rápida espaço limitado
Reduz-se ao nada o mesmo destino

Os cacos trituro-os ao pó entrego a terra
“Se a emenda é pior do que o conserto”
Lavo cada seqüela com a força da coragem
O coração sorrir o corpo revive de certo
*****
Sogueira

*ALIMENTO SAGRADO DO POETA*


*Alimento Sagrado do Poeta*
*****
Está na fachada na entrada na palavra
Na estampa dos versos no bordado
Das palavras, quem as entende fala
Decifrá-las quem há neste recado

Sacramento do coração sete chaves
Ao olhar um objeto, cenário, paisagem
O pensamento dialoga resposta viva
Outro olhar nova mensagem outra miragem

A palavra viva alimento do poeta
É sacrário inviolável sem critérios
Criticar erros sem saber dos mistérios
Da mensagem criada seu remédio!

É violar todo seu potencial descoberto
“o home pranta e coe o suó da terra”
Qual o mestre da gramática pra discordar
Da palavra humilde excluída nesta selva?
*****

Sogueira

terça-feira, setembro 18, 2007

*A LÁGRIMA E A EMOÇÃO*

**A Lágrima e a Emoção**
*****
São meus amigos verdadeiros
A lágrima corre fácil na face
A emoção aperta o peito trigueiro
Aonde for preciso sem disfarce

Foram tantas que os momentos
Já esperam fitos enternecidos
Se de tristeza, saudade ou dor
Ou de alegria elas correm comovidas

Elas brotam fáceis e descontraídas
Basta um afeto, uma palavra um abraço
Um elogio, uma saudade ao acaso

Quando a emoção abre os braços
A lágrima faminta sorrir sorrateira
Ambas se completam por inteiro
*****
Sogueira

sábado, agosto 18, 2007

*MEUS DILETOS COMPANHEIROS*


**Meus Diletos Companheiros**
*****
Desde bem cedo na infância ainda
Era o cordel meu fiel companheiro
Longe das grandes bibliotecas
No sertão foram os livros primeiros

Folheava um a um com esmero
Lia-os com a ganância do saber
O Pavão Misterioso foi o primeiro
Cantava seus versos com desvelo

No ginasial foi um desfile de garbo
Machado de Assis, José de Alencar,
Guimarães Rosas, Gilberto Freire
Eça de Queiroz, romancistas primeiros

Drumonnd, Vinicius, Fernando Pessoa
Poetas que encantam com brilho
Na poesia ou na prosa em questão
Era na passarela leitura de estilo

Citá-los todos é missão bem difícil
Um poema é pouco há tanta época de brio
Prefiro apenas lembrar que a base do saber
São os livros escola viva e faz crescer

São meus amantes amigos diários
A cada momento uma dúvida citada
Cada página há nova aprendizagem
Até os alfarrábios são valiosos no trato
*****
Sogueira

*MEUS SEGERDOS*


**Meus Segredos**
*****
Meus segredos são raros vazios
Vivem despovoados em exílio
Tal a insignificância do propósito
Que está até perdendo o prestígio

Só são dois, são amigos sem brios
Sem direção quando penso até rio
Meus segredos são raros vazios
Vivem despovoados em exílio

Pra aplacar seu desejo enfurecido
Certo dia, indaguei ao seu ouvido
Por que teimas em querer tal desafio
Tua força é inferior, não há destino
Meus segredos são raros vazios
*****
Sogueira

terça-feira, agosto 07, 2007

* SONHOS OU UTOPIA? *


**Sonhos ou Utopia?**
*****
Se não posso apagar o sol que queima
Nem amenizar o calor que apele tinge
Posso fazer dele um aquecedor do sonho
Acalorar o coração na geleira do destino

Sair à procura da flor azul qual vaga-lume
Que na escuridão sem medo perde o prumo
Talvez seja utopia, pelo engano do caminho
Mas o sonho da esperança dá vida e rumo

E os passos que na estrada são infindos
Caminhos e curvas perigosas aos montes
E o sonho continua sem titubear a sorte

Cabaça erguida coração pulsando forte
Adentra qual tufão enfrenta risco e sina
É a vida dos sonhos aventura auto-estima
*****
Sogueira

sábado, agosto 04, 2007

*RAZÃO E EMOÇÃO*


**Razão e Emoção**
*****
Olhaste pelo espelho na parede
Sensualidade, emoção unidas pulsaram
Coração comandou momento êxtase
Alma e corpo juntos desnudaram-se

Nesta reação breve, pura e fugaz
A razão foge aos desencantos
Só o sentimento é domínio e traz
A força do inesperado momento insano

Razão e sentimentos conflitantes
Debatem-se, rivais razão é lógica
Razão grita, sentimento explode
Ambos têm a mesma força milagrosa

Os dois viajam pelo mesmo trilho
Com a mesma intensidade e brilho
A emoção comanda o coração
A razão, cabeça pensante, desafio

As duas seguem-me constantemente
Oras a razão domina as rédeas
Oras a emoção inunda a alma
As duas equilibram, memento estéreo.
*****
Sogueira

sábado, julho 21, 2007

*MINHAS EMOÇÕES*


**Minhas Emoções**
*****
Hoje sou sol vibrante, resplandecente
Penetro em toda fresta, luz impetuosa
Amanhã talvez penumbra disfarçada
Só o esboço nas sombras, miraculosa.

Ontem fui chuva, cheiro de terra molhada
Lágrima derramada, no peito guardada
Sentimento folgado expandindo saudade
Marcas suaves, passagens dissipadas.

Amanhã serei lua, inspirada contemplada
Farei versos de amores, natureza simulado
Em cada estrofe sentimentos renovados
Registrados na mente, ao público ofertado.

Em cada momento o sentimento flutua
Vôo no espaço, o pensamento desnudo
Cativo amizades, recrio mensagens
Nesta miragem poética crio meu mundo.
*****
Sogueira

sexta-feira, junho 29, 2007

*OCORPO HUMANO*


**O Corpo Humano**
****
Este corpo que meus olhos já saciam
De uma perfeição ímpar em desigual
Eterniza-se numa miragem deslumbrante
Pecado mudo ocultamente sensual

Todos os cantos projetados em sintonia
Olhar sereno, infiltrando no meu ser
Mãos que afagam deslizando mansamente
Sorriso grande de conquista e querer

Esta escultura caprichada em oferta
Que a providência esculpiu naturalmente
É desafio as mortais simples carentes

Corpo perfeito que a terra há de tragar
Em igualdade a tantos outros desprovidos
Que seja eterno enquanto vida for servido
*****
Sogueira

sexta-feira, abril 27, 2007

* NÃO APRENDI DIZER ADEUS*

* Não Aprendi Dizer Adeus*
*****
Não sei dizer adeus
O coração não permite
O olhar foge sorrateiro
O pensamento resiste

A lágrima rola na face
Por lembranças tão longínquas
Que a saudade disfarça
Ilude, engana, justifica.

Já houve tantos adeuses
Da mãe, do pai, do irmão,
Que o adeus do amado
È vírgula, interrogação.

Não quero dizer adeus
Um até logo, até serve.
Talvez nos vejamos por aí
No shopping ou num olhar breve
*****
Sogueira

segunda-feira, março 12, 2007

** A LUA **


** A Lua **
***
Lua dos namorados
Dos sonhos e fantasias
Implorando pelo brilho
Das noites, iludindo os dias.

Dos seresteiros de outrora
Mendigando ao luar
Uma claridade constante
Pra o violão dedilhar

Dos poetas delirantes
De beleza inspirados
Da imensidão onde habitas
Por estrelas, rodeada.

Lua que sempre me inspiras
Ao ver-te assim tão distante
Disponível em teu encanto
Inundas meu olhar constante

Tua claridade suave
Aos enamoradas encanta
Em qualquer ponto da terra
Provocas sorrisos e prantos
*****
Sogueira

quinta-feira, março 08, 2007

*** VOCÊ ***


*** Você ***
***
É uma curva fechada
Uma passagem perigosa
Um vidro sem perfume
Um jardim sem rosa
Uma água sem sabor
Um alimento sem sal
Uma casa sem janela
Sem estrada especial

Queria que você fosse:
Uma curva bem segura
Passagem de ida e volta
Um perfume bem suave
Um jardim com duas rosas
Água limpa, destilada.
Alimento para alma
Na janela um buquê
Uma oferta milagrosa.
*****
Sogueira

sábado, dezembro 09, 2006

* RENDO-ME OH! SENHOR*


* Rendo-me oh! Senhor*
*****
Rendo-me, oh! Grande Deus
À tua força, que superior
As minhas forças ocultas
Subjuga-me como ser inferior

Nada posso um pouco optar
Quando o caminho escolhido
É desnorteado da rota
E meus passos redimidos

Nada posso mesmo mudar
Quando teu olhar me fita
E destina-me a seguir teu olhar

Nada posso sequer pedir
Quando tua forte vontade
É meu livre arbítrio sucumbir
****
Sogueira