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sexta-feira, fevereiro 01, 2013

*CAJUEIRO



*Cajueiro - Árvore da Vida 

Lembro-me de ti, meu cajueiro
Pequenino, te vi nascer assim:
A terra aceitou a cova por mim,
No sol da manhã sem aguaceiro.

Meu olhar deitava sobre o solo
Em cada aguada que eu fazia,
Esperando da terra a euforia
E gritar: enfim nasceu o meu Apolo.

O deus que minha mão plantou,
No sonho a saliva degustava,
O doce, o agre, não me importava,
A sombra, o escaldante sol somou.

Surgiu pequenino, tão indefeso,
Um pé, só, bastaria ao teu fracasso,
Qual vento impiedoso e devasso,
Esmagaria toda seiva com acesso.

A roupa de madeira te cercou,
Cuidado de mãe te dediquei,
Na robustez da vida te proclamei
Árvore da vida, o sonho brotou.

Galhos esparramados no ar,
Vento em leque abrasava calor,
O chão bordado em renda falou:
Sou teu filho, filha, pra te dar:

Adocicado mel, puro e natural,
No tacho o doce que fortifica,
Até no guisado a mão bonifica,
Cajuína não há c’ m sabor igual.

Amarelo e vermelho é seu fruto,
Adstringente é casca medicinal,
A rezina sai do tronco e dá papel,
As flores melíferas, que reduto!

A seiva da vida produz tinta,
E purgativa sua raiz, a vitamina
É e C, escorbuto vem, desatina,
A castanha nos ossos faz a cinta.

Teu berço, Índia, Vietnã e Brasil,
Mesmo de longe vivo a pensar,
Na rede que dormia ao repousar,
Na sombra, meu cajueiro varonil.

O balanço da rede sobre galhos,
Carrego comigo do belo sertão,
O meu cajueiro sem uma ilusão,
Ficou na saudade, saí num atalho.

Sonia Nogueira

3º lugar VII Concurso Poesiart
Recebi medalha, certificado, cartão postal do Rio de 
Janeiro e um livro de poemas da poetisa Carmen Cardin.

Coordenador, presidente da ACLAC
Rodrigo Poeta

domingo, outubro 31, 2010

*NATUREZA

A Natureza

Quando te olho na imensidão da paz

Minha alma rir remete-se ao infinito

Criador e criação sempre em conflito

Por não entender do mistério solaz

*

Respiro a atmosfera, digo oxigênio

Levando aos pulmões agradecidos

Galhos movimentam-se em alaridos

Pela grandiosidade, os anos milênios

*

Na terra como leito fez-se amante

Aconchegou meu corpo sob o sol

A sombra do arvoredo em arrebol

Cobriu todo encanto neste instante

*

Olhar e mente quase sonâmbulo

Flutuam como nuvem em desalinho

Aves chilreando sonata e burburinhos

Parecendo paraíso, sonhar preâmbulo

*

Ruge a fera ao longe, rei da selva

Faminto devorador por resistência

A mesma mão carente nutre a relva

Detona a fera em riso e continência

SoniaNogueira

*

Classificada nas três primeiras colocadas

No Concurso Poesias Encantadas, 2010,

Mogi Guaçu SP. Coordenador Luciano Becalete

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http://www.opovo.com.br/app/opovo/jornal-do-leitor/2010/10/30/noticiajornaldoleitorjornal,2057496/brasil-que-te-quero-verde.shtml

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