quarta-feira, março 21, 2007

*DIA MUNDIAL DA ÁGUA*


*Dia Mundial da Água*
22 de Março
*****
Água, líquido universal
Incolor, inodoro
Dois átomos de hidrogênio
Um de oxigênio
Gases que unidos
Formam o líquido exigido.

Água mineral, da fonte,
Natural, do orvalho,
Da chuva, da lágrima,
Do sangue, do corpo essencial,
Destilada, livre dos sólidos
Organismo residual.

Água poluída
Pelo homem animal
Nos mares com dejetos
Dos rios é lixeira
Na química pelo ar
Que a atmosfera poluirá
Usinas, carros a desfilar.

Água pra tomar
Banhar, lavar, aguar,
Refrescar, nadar
Navegar, apreciar
As ondas do mar
Salgada, sal, salina,
Não pode faltar

Água potável
Pode breve faltar!
Se o homem não cuidar
Seus males vêm no futuro
A sede vai matar, sonegar,
Um pingo será disputado
Pra a sobrevivência do lar.
*****
Sogueira

segunda-feira, março 12, 2007

** A LUA **


** A Lua **
***
Lua dos namorados
Dos sonhos e fantasias
Implorando pelo brilho
Das noites, iludindo os dias.

Dos seresteiros de outrora
Mendigando ao luar
Uma claridade constante
Pra o violão dedilhar

Dos poetas delirantes
De beleza inspirados
Da imensidão onde habitas
Por estrelas, rodeada.

Lua que sempre me inspiras
Ao ver-te assim tão distante
Disponível em teu encanto
Inundas meu olhar constante

Tua claridade suave
Aos enamoradas encanta
Em qualquer ponto da terra
Provocas sorrisos e prantos
*****
Sogueira

quinta-feira, março 08, 2007

** MULHER **


** Mulher **
***
Mulher princesa
Foi educada
Para as prendas do lar
Mulher escrava
Sujeita ao coronel
Explorada em todo lugar
Mulher parideira
De grande prole
Submissa sem opção
Sem condição de voar
Mulher mudança
Letrada, guerreira,
Olhou para fora
Saiu do lugar
Em profissões diversas
Consegue atuar
Desde mecânica
A astronauta do ar
Mas, a mulher mãe,
Geradora universal
Que povoa o mundo
Não pode mudar
Foi até escolhida
Pra ser mãe de Jesus
Para o mundo reinar
E como mãe continua
Sustentáculo do lar
Que Deus lhe proteja
Dos que não sabem amar.
Reconhecer seu valor
E uma “flor” ofertar
*****
Sogueira

*** VOCÊ ***


*** Você ***
***
É uma curva fechada
Uma passagem perigosa
Um vidro sem perfume
Um jardim sem rosa
Uma água sem sabor
Um alimento sem sal
Uma casa sem janela
Sem estrada especial

Queria que você fosse:
Uma curva bem segura
Passagem de ida e volta
Um perfume bem suave
Um jardim com duas rosas
Água limpa, destilada.
Alimento para alma
Na janela um buquê
Uma oferta milagrosa.
*****
Sogueira

domingo, fevereiro 18, 2007

MADRUGADA, no Cotidiano


MADRUGADA,
no Cotidiano
***
O vento zoava no ar
Madrugada adormecia
Sonos perambulavam a mente
Na penumbra, adormecia.

O vento soprava frio
Adentrava no ambiente
Aconchegava os lençóis
Num agasalho permanente

O corpo logo adormecia
Imagens sempre formavam
Um animal desvairado
Avançava, perseguia, rosnava.

Um bichano no telhado
Miava, miava, estridente.
Rasgava a noite silenciosa
Despertava toda gente

A voz do noticiário
Anunciava mais uma rotina
Com fatos desconcertantes
O palco abria a cortina

Mais um assalto surgia
Mais uma luz apagava
Mais impunidade acumulava
Mais um sorriso fechava

Mais uma lágrima caía
Mais uma dor sufocava
Mais um sonho fenecia
Mas, a vida continuava
*****
Sogueira

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

*A JOÃO HÉLIO* a crinça mártir


**A João Hélio Fernandes**
a criança mártir
***
És símbolo desta nação
Do mártir inerme, indefeso
Que o destino ingrato uniu
Às mãos de grandes perversos

Ceifaram tua curta vida
Um botão a desabrochar
Mal teu perfume surgiu
Espinhos vieram sugar

Toda a nação chora
A lágrima de tua mãe
O peito apertando doído
Com tamanha comoção

Foste vítima do destino
De jovens, sem bases no lar
De pensamentos doentios
De mãos que não sabe afagar

Se tua mãe recebesse
Toda riqueza ofertada
A dor que leva consigo
Jamais será dissipada

Se uma coroa de rainha
Fosse a ela ofertada
Não dizimaria a dor
Para sempre lembrada

Deus proteja essa mãe
Dá magoa, a consolação
Que seu coração adormeça
Na paz, no amor, na união
As lágrimas da minha face
Junte-se ao povo servil
De mãos dadas rezemos
Pelas crianças do Brasil
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Sogueira

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

* DIFÍCIL ESQUECER*


** Difícil Esquecer **

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Aquele olhar concentrado
Seus passos curtos cansados
Dependente em todo espaço
Com pensamentos bem vagos

O cavalo que montava
O chapéu, sempre usava
Quando chegava levava
Segurança, autoridade

A mesa onde sentava
Ao redor, filhos estavam
No almoço ou no jantar
O mesmo lugar ocupava

O leite mugido, espumado
Toda manhã despertava
Levado a mim bem cedo
Bigode de espuma ficava

Difícil mesmo esquecer
Lembranças mágicas, doídas
Deste meu pai querido
Nunca, jamais esquecido

São tantas recordações
De zelo, carinho, cuidado
Que o coração apertadinho
Chora, sorrir de saudade.

*****

Sogueira