sexta-feira, fevereiro 01, 2013

*CAJUEIRO



*Cajueiro - Árvore da Vida 

Lembro-me de ti, meu cajueiro
Pequenino, te vi nascer assim:
A terra aceitou a cova por mim,
No sol da manhã sem aguaceiro.

Meu olhar deitava sobre o solo
Em cada aguada que eu fazia,
Esperando da terra a euforia
E gritar: enfim nasceu o meu Apolo.

O deus que minha mão plantou,
No sonho a saliva degustava,
O doce, o agre, não me importava,
A sombra, o escaldante sol somou.

Surgiu pequenino, tão indefeso,
Um pé, só, bastaria ao teu fracasso,
Qual vento impiedoso e devasso,
Esmagaria toda seiva com acesso.

A roupa de madeira te cercou,
Cuidado de mãe te dediquei,
Na robustez da vida te proclamei
Árvore da vida, o sonho brotou.

Galhos esparramados no ar,
Vento em leque abrasava calor,
O chão bordado em renda falou:
Sou teu filho, filha, pra te dar:

Adocicado mel, puro e natural,
No tacho o doce que fortifica,
Até no guisado a mão bonifica,
Cajuína não há c’ m sabor igual.

Amarelo e vermelho é seu fruto,
Adstringente é casca medicinal,
A rezina sai do tronco e dá papel,
As flores melíferas, que reduto!

A seiva da vida produz tinta,
E purgativa sua raiz, a vitamina
É e C, escorbuto vem, desatina,
A castanha nos ossos faz a cinta.

Teu berço, Índia, Vietnã e Brasil,
Mesmo de longe vivo a pensar,
Na rede que dormia ao repousar,
Na sombra, meu cajueiro varonil.

O balanço da rede sobre galhos,
Carrego comigo do belo sertão,
O meu cajueiro sem uma ilusão,
Ficou na saudade, saí num atalho.

Sonia Nogueira

3º lugar VII Concurso Poesiart
Recebi medalha, certificado, cartão postal do Rio de 
Janeiro e um livro de poemas da poetisa Carmen Cardin.

Coordenador, presidente da ACLAC
Rodrigo Poeta

sexta-feira, dezembro 28, 2012

*ESTAMOS AQUI 2013



*Estamos aqui 2013

Com o coração agarrado na emoção,
Esperança vibrando em cada olhar,
Abraço desejando paz e emoção,
Sorriso farto ainda ao caminhar,

Atravessamos a ponte corroída,
Ultrapassamos ruas e contramão,
Pulamos etapas com alarida,
Gritamos ao mundo ressurreição.

Em cada final, renasce o menino,
Cabelos louros, encaracolados,
Branco, negro, pardo, pequenino,
Vai crescendo com novos achados.

Vence etapas, topa na pedra viva,
Chora, rir, lamenta, grita os anseios,
Jura: por Deus estou na roda ativa,
Em cada erro das páginas ou folheio,

O coração enamora no janeiro.
Agradece etapas da caminhada.
Milhões são estrumes no canteiro,
Há dois mil e treze! Diz a felizarda.

Estou aqui no réveillon, purificada,
Vestido branco clamando tua paz,
Espero atravessar mais uma etapa,
Assim: alguns à frente outros atrás.

Feliz dois mil e treze sobreviventes.
Com a bandeira estendida da vitória,
Não importa, enviados ou remetentes.
Todos somos medalhas e glórias.

Feliz 2013 a todos que fazem da vida
a glória de ser feliz, vencendo obstáculos.

Sonia Nogueira

sábado, dezembro 08, 2012

*NATAL 2012




Natal 2012

Magos viajam na direção da luz,
Estrela vai seguindo reluzente,
O olhar acompanha rosto e mente,
O menino nem sonha com a cruz.

A hora é sublime ao som do choro,
A natureza vibra tão bela e pura,
Os anjos riem olham das alturas,
O bafo do bezerro entoa o coro.

Nasceu o Jesus Menino sobre palhas,
Nem frio perturbou o aconchego,
A mãe sorria com abraço e apego
Prostrou-se no altar, não viu as falhas.

O Céu abriu seu manto na vigília,
Nem um mal, criança tu terás aqui!
Ainda que os homens em anarquia,
Queiram teu fim, viverás em louvação.

Lembramos esta data em cada ano
Pedindo ao criador perdão e paz,
A vida se renove de modo assaz,
Unindo a família no seu cotidiano.

A janta está na mesa é meia noite
Juntemos nossas mãos para oração,
Rogando muitos anos em união,
Ó Deus, livrai-nos do braço do açoite.

Sonia Nogueira



sexta-feira, outubro 19, 2012

*DIA DO POETA




* Dia do Poeta 
20 de outubro

Vi nos poemas o encanto de amar
Desvelo da alma que o sonho agita
Sem num momento sequer abdicar
Do penar, e do eu que o conflita.

Cada palavra revelando a emoção,
Muitas vezes dividida com o leitor,
O mesmo sonhar, o mesmo coração,
No silêncio disfarçado qual ator.

Que seria do poeta sem o dom da
Palavra, da quietude em tempestade,
Feito ondas revoltas, ida e vinda,
Trafegando com encanto liberdade.

Os estilos viajaram em cada época,
O lirismo sucumbiu no modernismo,
Como fênix renasceu, firmou estética,
Nas mãos dos clássicos, no modismo.

Como olvidar do amor tal emoção,
Que seja num momento passageiro,
Vale-se o poeta desta santa oblação,
Registra duo como eterno mensageiro.

Nas páginas dos sites, blogs, livros,
Registra o poeta angústias, devaneios.
Em versos peneirados, crivos, ritos,
Driblando na jornada seus anseios.

Sonia Nogueira

quinta-feira, outubro 11, 2012

*DIA DA CRIANÇA



*Dia da Criança
12 de outubro

Todo dia é dia de criança,
Mas hoje é de criança especial,
Bolo na mesa, dia de esperança,
Brinquedo na cama, sorriso igual.

A casa está enfeitada de cores
Beijos, abraços, sorrisos, carinhos,
Quantas crianças têm mil amores!
Quantas crianças sem caminhos!

Há criança, que veio sem pedir
Para nascer, viver e nem sofrer.
Pudesse eu faria de ti porvir
De auroras suaves para sorrir.

Guiava tua mão em toda trilha,
Guardava teu sorriso de pureza
Durante toda vida, a mil milhas,
Para encher tua vida de nobreza.

Nunca faltasse na mesa o pão,
A lágrima da face linda fugisse,
Um lar com amor, educação,
Mãe, e pai que nunca partisse.

Vamos, porém, apagar a tristeza,
Hoje é festa e só vejo alegria
Finjamos que toda a singeleza
Abraça o dia com grande euforia.

Parabéns criança de toda raça
Branca, morena e de cor anil,
Rica ou pobre, caneca ou taça,
São todas crianças do nosso Brasil.

Sonia Nogueira

A Pequena May, livro juvenil. 
Cinco crianças cansadas do planeta Terra
viajam na imaginação para outros planetes.
 A fantasia os acompanha.

sexta-feira, setembro 28, 2012

*PASSAGEIROS DO TEMPO



Dia do Idoso 27 de setembro

*Passageiros do Tempo

Somos todos passageiros do tempo
Sem hora, nem vez, para a partida
Façamos deste tempo passatempo
Pra burlar esta força desmedida.

Finjamos que o planeta é todo nosso
O pensamento obedece a um domínio
Enganando-nos que há água no poço
Vamos bebendo o disfarce, o declínio.

Cada minuto é eterno e saboroso,
Cada palavra é registro e vitória,
Poemas são retalhos, sinto gozo,
São mimos e mantenho sobre glória.

Fujo rápido das partidas e da dor
Fazendo do poeta um fingidor.

Sonia Nogueira

sábado, setembro 08, 2012

*SETE DE SETEMBRO



*Sete de Setembro 

Pátria amada te canto nos meus versos,
cento e noventa anos de luta e glória,
o povo brasileiro ama tua história,
e vive, e deita nesta terra em reverso.

Terra de heróis nas lutas do saber,
caminha sobre águas nas enchentes,
nas secas com penúrias resistentes,
choram, clamam ao Deus, sem saber,

que o homem é desigual, incoerente,
não vê direito igual em toda gente,
e bens, que nesta terra há mais carente
que chora e que eu vi tão de repente.

Terra de riquezas e campos vastos,
água em abundância, mares imensos,
mentes jovens, com sonhos intensos,
habitam estas plagas de mil rastros.

Terra amada eu te louvo com orgulho.
Das mazelas, nada hei de divulgar.
Canto-te, e no meu canto eu mergulho
num abraço para sempre te louvar.

 Sonia Nogueira