sexta-feira, outubro 19, 2012

*DIA DO POETA




* Dia do Poeta 
20 de outubro

Vi nos poemas o encanto de amar
Desvelo da alma que o sonho agita
Sem num momento sequer abdicar
Do penar, e do eu que o conflita.

Cada palavra revelando a emoção,
Muitas vezes dividida com o leitor,
O mesmo sonhar, o mesmo coração,
No silêncio disfarçado qual ator.

Que seria do poeta sem o dom da
Palavra, da quietude em tempestade,
Feito ondas revoltas, ida e vinda,
Trafegando com encanto liberdade.

Os estilos viajaram em cada época,
O lirismo sucumbiu no modernismo,
Como fênix renasceu, firmou estética,
Nas mãos dos clássicos, no modismo.

Como olvidar do amor tal emoção,
Que seja num momento passageiro,
Vale-se o poeta desta santa oblação,
Registra duo como eterno mensageiro.

Nas páginas dos sites, blogs, livros,
Registra o poeta angústias, devaneios.
Em versos peneirados, crivos, ritos,
Driblando na jornada seus anseios.

Sonia Nogueira

quinta-feira, outubro 11, 2012

*DIA DA CRIANÇA



*Dia da Criança
12 de outubro

Todo dia é dia de criança,
Mas hoje é de criança especial,
Bolo na mesa, dia de esperança,
Brinquedo na cama, sorriso igual.

A casa está enfeitada de cores
Beijos, abraços, sorrisos, carinhos,
Quantas crianças têm mil amores!
Quantas crianças sem caminhos!

Há criança, que veio sem pedir
Para nascer, viver e nem sofrer.
Pudesse eu faria de ti porvir
De auroras suaves para sorrir.

Guiava tua mão em toda trilha,
Guardava teu sorriso de pureza
Durante toda vida, a mil milhas,
Para encher tua vida de nobreza.

Nunca faltasse na mesa o pão,
A lágrima da face linda fugisse,
Um lar com amor, educação,
Mãe, e pai que nunca partisse.

Vamos, porém, apagar a tristeza,
Hoje é festa e só vejo alegria
Finjamos que toda a singeleza
Abraça o dia com grande euforia.

Parabéns criança de toda raça
Branca, morena e de cor anil,
Rica ou pobre, caneca ou taça,
São todas crianças do nosso Brasil.

Sonia Nogueira

A Pequena May, livro juvenil. 
Cinco crianças cansadas do planeta Terra
viajam na imaginação para outros planetes.
 A fantasia os acompanha.

sexta-feira, setembro 28, 2012

*PASSAGEIROS DO TEMPO



Dia do Idoso 27 de setembro

*Passageiros do Tempo

Somos todos passageiros do tempo
Sem hora, nem vez, para a partida
Façamos deste tempo passatempo
Pra burlar esta força desmedida.

Finjamos que o planeta é todo nosso
O pensamento obedece a um domínio
Enganando-nos que há água no poço
Vamos bebendo o disfarce, o declínio.

Cada minuto é eterno e saboroso,
Cada palavra é registro e vitória,
Poemas são retalhos, sinto gozo,
São mimos e mantenho sobre glória.

Fujo rápido das partidas e da dor
Fazendo do poeta um fingidor.

Sonia Nogueira

sábado, setembro 08, 2012

*SETE DE SETEMBRO



*Sete de Setembro 

Pátria amada te canto nos meus versos,
cento e noventa anos de luta e glória,
o povo brasileiro ama tua história,
e vive, e deita nesta terra em reverso.

Terra de heróis nas lutas do saber,
caminha sobre águas nas enchentes,
nas secas com penúrias resistentes,
choram, clamam ao Deus, sem saber,

que o homem é desigual, incoerente,
não vê direito igual em toda gente,
e bens, que nesta terra há mais carente
que chora e que eu vi tão de repente.

Terra de riquezas e campos vastos,
água em abundância, mares imensos,
mentes jovens, com sonhos intensos,
habitam estas plagas de mil rastros.

Terra amada eu te louvo com orgulho.
Das mazelas, nada hei de divulgar.
Canto-te, e no meu canto eu mergulho
num abraço para sempre te louvar.

 Sonia Nogueira

domingo, agosto 12, 2012

*AO MEU PAI



*Ao Meu Pai

Não sei meu pai, das coisas Divinas,
Ou se tens o poder de me acompanhar.
Creio até na imagem semelhante que há
Entre Céu e terra nas horas divisas.

Porém, se bem há, e mal aqui na terra,
No além, o bem contigo sempre está,
Pelo gigante coração que eu vi soar
Na honrada vida que o tempo encerra.

As lembranças revivem nesta data
Tão vivas e tão carentes de amor
Vivendo na saudade, olhar adorador,
Embota minha face na hora exata,

Onde vejo a mesa sem tua presença,
O olhar verde, a labuta diária e firme,
A seriedade, o sorriso em que define
O homem simples, altivo na cobrança,

Da justiça, do exemplo que deixou.
Trago comigo recordação ativa
No interior da alma que me abriga,
Saudades muitas, meu pai, só restou.

Sonia Nogueira

Dia dos pais 2º  domingo de agosto


sábado, junho 23, 2012



* Festas Juninas

No Nordeste, as festas juninas,
Fazem um barulho arrojado.
As quadrilhas são tão lindas,
O povo assiste de bom grado.
Roupas coloridas encantam,
Há competições não enfadam.

O mês todo é de alegria,
As quadrilhas são variadas,
Com crianças só euforia,
Com jovens, simpatias, risadas,
Com adultos é festa animada,
A noite toda é vida encantada.

Não esqueçamos os quitutes:
Pé de moleque, bolo de milho,
Mugunzá, milho assado, cozido,
Pamonha, canjica sem empecilho,
Aluá, tapioca, cuscuz e cocada,
Maria mole e dança rapaziada.

A música alegre vai entoando,
O suor do rosto cai embotando,
Aparecem os noivos aflitos,
Pai apontando, o juiz, chegando,
Filha ingrata já vem com filhos,
Casa ligeiro ou degolo o bandido.

Os dois aceitam casar sem sermão?
Claro juiz, hoje é festa de são João!
Casa nós ligeiro e entra no rojão.

 Sonia Nogueira

sexta-feira, abril 13, 2012

*FORTALEZA 286 ANOS



* Fortaleza 286 Anos
13 de abril

Fortaleza te canto nos meus versos
Tuas origens é banho que aquece
Nascida num Riacho o lindo Pageú
De origem tupi, rio curandeiro é prece.

Outros nomes inda te ocuparam
Rio Mrajayk, Ypojuca, rio da Telha,
Hoje Pajeú oculto em subterrâneos
Com foz na Praia Formosa, teu esteio.

Atrás do mercado Central, teu rosto
Aparece num bosque exposto e vasto
Herança que a cidade tem exposto
Para não apagar teu semblante gasto.

Terra do sol queimando a pele,
Bronze natural da Índia Iracema,
Na orla das praias, no balanço da rede,
Teu nome é forte, Fortaleza é tema.

Imensas canções e artes rondam o ceará
Chico Anísio teu nome não morrerá
Hoje aqui no Shopping Benfica
Está a fortaleza te saudando no ar.

286 anos de lutas, glórias e progressos,
Teus filhos carregam teu estandarte,
As mazelas? Há hoje é só festa!
Caminhemos, engrandecendo as artes.

Fortaleza bela, de mares turbulentos,
De dunas moldadas à mão natureza,
Encantos te rondam em teu portento,
Abramos os braços à mãe nobreza.

 Sonia Nogueira