domingo, dezembro 30, 2007

*ADEUS ANO VELHO*


**Adeus ano Velho**
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Um feliz ano novo diz a canção
A cada minuto tudo fica velho
É da natureza do universo a criação
Entre fracassos e sucessos é espelho

A cada minuto tudo fica velho
Para uma transformação rotineira
Entre fracassos e sucessos é espelho
Imitemos então os bons sem asneira

Para uma transformação rotineira
Pisemos com o direito e sabedoria
Imitemos então os bons sem asneira
Pra não chorar o passado em agonia

Pisemos com o direito e sabedoria
Plantando amor para colher amor
Pra não chorar o passado em agonia
Dê sua parcela não gerando desamor

Plantando amor para colher amor
Estenda a mão sustente o refrão
Dê sua parcela não gerando desamor
Um feliz ano novo diz a canção
*****
Sogueira

*COM O MESMO CIMENTO*


*Com o Mesmo Cimento*
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Edifica-se um espaço em desafio
Grande por fora numa visão pomposa
Pequeno por dentro por escassez de brio
Congelado no vazio, um jardim sem rosa.

Com o mesmo cimento numa choupana
Vi, assisti, presenciei dois amores ternos.
O amor aflorava visível na membrana
Eram duas almas em gozos eternos

Era menina, trago na lembrança a lição
De uma vida simples, o sorriso constante
O zelo, o companheirismo a paz reinante
Sem filhos viveram, completos e amantes

Na ausência da parceira para o além
A outra alma definhou sem alento-emoção
E Deus o chamou para unidos também
Completarem o ciclo em comunhão
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Sogueira

segunda-feira, dezembro 24, 2007

*TEÇO MEUS VERSOS*


**Teço Meus Versos**
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Teço meus versos comemorando
Coração na emoção vibrando
Por mais uma travessia criando
Atividades virtuais neste canto

Toda a cidade iluminada
Presépio, peru, risos, glória
Rezemos aos que abandonados
Cai a lágrima, riso inglória

É o aniversário do Jesus Menino
Unimos nossos pensamentos
Na força do amor, que o destino
Abra as portas sopre os tormentos

Senhor Pai criador do universo
Abençoai esta terra fecunda
Como prenda Te peço e confesso
Sou inferior, nossos corações inunda

De mais sensibilidade fraterna
Pra que o irmão desgarrado infeliz
Participe desta passagem sem guerra
Com a mente livre coração sem cicatriz

Feliz Natal sem fronteiras
Neste canto de emoções eternas
Em cada página sem barreira
Unamos-nos em laços fraternos.
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Sogueira

* A FELICIDADE*


**A Felicidade...**
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Dos sonhos a prioridade é destaque,
Aonde encontrá-la entre tantas
Que satisfaça em qualquer estoque
Feito mercadoria compram-se quantas?

No contentamento a felicidade difere
Varia na escolha do objeto, setor
Prazerosa busca status o bem confere
Cai por terra quando acaba o esplendor

A felicidade como milagre eterno
Nos acompanha busca infatigável
Como atiná-la no outro sexo terno
Nós somos cada um único inviável!

Para ofertar este sonho desejado
Precisamos tê-lo em demasia
Repartir com desvelo cultivado
Trazê-lo é missão, quem ousaria?
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Sogueira

*FALAR DE SAUDADE*


**Falar de Saudade!!!
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Da rapidez do tempo, a serenidade
Das saudades tantas em prioridade
Da infância livre, mente liberta
Dos rigores que a vida desperta

Da ignorância, pureza da alma...
Longe das tormentas despindo a calma
Da longa distância para o final do ato
Descendo a cortina, agora é disparato...

Do sono tranqüilo longo relaxado
No pequeno povoado bem afastado
Dos sonhos, dos amores que viriam
Da longa estrada que a mente fantasia

Ah! Que saudade danada nesta manhã
Tempo nublado da Fortaleza cristã
A água da chuva beijando a janela
Sem cheiro de terra, no asfalto passarela

A saudade não dispensa freguês
É companheira assídua rotineira
Às vezes saudades sem fronteiras
Outras vezes, não tem hora ou vez.
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Soguiera

domingo, novembro 11, 2007

*MÃOS QUE AMAM*

**Mãos Que Amam**
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A mão que oferta flores perfumadas
Enlaça na certeza do toque afetuoso
Jamais atira pedra sempre acaricia
Acena na chegada contato carinhoso

Nas mãos está a oferta espalmada
Acolhe balouça a rede na varanda
Agita o coração acelera as badaladas
Aquece o corpo obedece e comanda

Nas tuas mãos o toque da palavra
A cura da receita oferecendo a calma
Mão que me aquece amor invade a alma

Segura minha mão mesmo na distância
Elevo o pensamento envio a bonança
Serenidade já alcança na lembrança

Nas flores perfumadas de teus braços
Tatuo meus caminhos, meu destino.
Na trama delicada vários passos
Levando ao sonho intenso de um menino

Vencido pelas dores; novos traços
De um tempo que, infeliz, não mais domino,
Apenas nos meus olhos frios aços,
Rondando meu caminho em desatino.

Mas tendo a flor nas mãos de quem desejo
Quem sabe eu poderei rever bonança
Na trança dos cabelos da menina

Que um dia percebeu que não termina
O sonho de quem traz uma esperança
Singrando ao paraíso que eu almejo...
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SOGUEIRA
Marcos Loures

*NA LUA PÁLIDA O AMOR*

**Na Lua Pálida o Amor**
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Na melancolia da lua pálida
Fitei teu olhar, embevecida
Sem nem ocultar das estrelas
A palavra que ainda sucumbia

O sonho já navega extasiado
Sentido o amor na noite cálida
Abranda o coração que silencia
E juntos contemplando noite fria

Como sonâmbulos saímos adiante
Aonde à vontade nos guiou
Paramos onde o vento nos levou

E a noite uma estrela iluminou
Em ousadia até a nuvem ali parou
Pra contemplar a natureza do amor

Nas fráguas desta lua, mil vigílias,
Nas curvas dos meus sonhos, riso franco.
Florindo em meu caminho belas tílias
Ao manto desta lua imensa, branco.
Sangria no meu peito, eu não estanco,
Na paz que desejamos, maravilhas,
No olhar deste prazer já não mais manco
E vivo em solidez as nossas trilhas.

Arcando com meus passos tua guia
Levando ao infinito deste amor.
A cada novo encanto, um sonhador

Nos aços transformados alegria
Pátio da tua rua, meu caminho,
Deitados sob a lua, beijo e vinho...
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SOGUEIRA
Marcos Loures