sábado, agosto 18, 2007

*MEUS DILETOS COMPANHEIROS*


**Meus Diletos Companheiros**
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Desde bem cedo na infância ainda
Era o cordel meu fiel companheiro
Longe das grandes bibliotecas
No sertão foram os livros primeiros

Folheava um a um com esmero
Lia-os com a ganância do saber
O Pavão Misterioso foi o primeiro
Cantava seus versos com desvelo

No ginasial foi um desfile de garbo
Machado de Assis, José de Alencar,
Guimarães Rosas, Gilberto Freire
Eça de Queiroz, romancistas primeiros

Drumonnd, Vinicius, Fernando Pessoa
Poetas que encantam com brilho
Na poesia ou na prosa em questão
Era na passarela leitura de estilo

Citá-los todos é missão bem difícil
Um poema é pouco há tanta época de brio
Prefiro apenas lembrar que a base do saber
São os livros escola viva e faz crescer

São meus amantes amigos diários
A cada momento uma dúvida citada
Cada página há nova aprendizagem
Até os alfarrábios são valiosos no trato
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Sogueira

*MEUS SEGERDOS*


**Meus Segredos**
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Meus segredos são raros vazios
Vivem despovoados em exílio
Tal a insignificância do propósito
Que está até perdendo o prestígio

Só são dois, são amigos sem brios
Sem direção quando penso até rio
Meus segredos são raros vazios
Vivem despovoados em exílio

Pra aplacar seu desejo enfurecido
Certo dia, indaguei ao seu ouvido
Por que teimas em querer tal desafio
Tua força é inferior, não há destino
Meus segredos são raros vazios
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Sogueira

terça-feira, agosto 07, 2007

* SONHOS OU UTOPIA? *


**Sonhos ou Utopia?**
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Se não posso apagar o sol que queima
Nem amenizar o calor que apele tinge
Posso fazer dele um aquecedor do sonho
Acalorar o coração na geleira do destino

Sair à procura da flor azul qual vaga-lume
Que na escuridão sem medo perde o prumo
Talvez seja utopia, pelo engano do caminho
Mas o sonho da esperança dá vida e rumo

E os passos que na estrada são infindos
Caminhos e curvas perigosas aos montes
E o sonho continua sem titubear a sorte

Cabaça erguida coração pulsando forte
Adentra qual tufão enfrenta risco e sina
É a vida dos sonhos aventura auto-estima
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Sogueira

sábado, agosto 04, 2007

*RAZÃO E EMOÇÃO*


**Razão e Emoção**
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Olhaste pelo espelho na parede
Sensualidade, emoção unidas pulsaram
Coração comandou momento êxtase
Alma e corpo juntos desnudaram-se

Nesta reação breve, pura e fugaz
A razão foge aos desencantos
Só o sentimento é domínio e traz
A força do inesperado momento insano

Razão e sentimentos conflitantes
Debatem-se, rivais razão é lógica
Razão grita, sentimento explode
Ambos têm a mesma força milagrosa

Os dois viajam pelo mesmo trilho
Com a mesma intensidade e brilho
A emoção comanda o coração
A razão, cabeça pensante, desafio

As duas seguem-me constantemente
Oras a razão domina as rédeas
Oras a emoção inunda a alma
As duas equilibram, memento estéreo.
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Sogueira

sexta-feira, julho 27, 2007

*AS DUAS FACES*


**As duas Faces**
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Trás na tua face amor insano
Fogo que devora em pleno olhar
Desejo que ao dia vibra e chora
À noite é teu destino à lua, o bar.

Palavra sem retorno à vida leva
Juras e promessas vãs momentos
Em cada sentimento uma lágrima
A cada encantamento um juramento

Na boemia da vida é teu talento
Quem pode o coração ditar razão
Nesta força inata, origem certa
Onde a regra não domina emoção

Assim entre sorrisos, amarguras
O amor grita mais alto em defesa
Lutando na conquista, na aventura
Na ânsia de ofertar, mais puro beijo

Vivamos o momento aqui, agora
Hoje, ofertando ingrato desamor
A mesma mão q’ implora teu auxílio
Suplica teu perdão, invoca amor .
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Sogueira

sábado, julho 21, 2007

*MINHAS EMOÇÕES*


**Minhas Emoções**
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Hoje sou sol vibrante, resplandecente
Penetro em toda fresta, luz impetuosa
Amanhã talvez penumbra disfarçada
Só o esboço nas sombras, miraculosa.

Ontem fui chuva, cheiro de terra molhada
Lágrima derramada, no peito guardada
Sentimento folgado expandindo saudade
Marcas suaves, passagens dissipadas.

Amanhã serei lua, inspirada contemplada
Farei versos de amores, natureza simulado
Em cada estrofe sentimentos renovados
Registrados na mente, ao público ofertado.

Em cada momento o sentimento flutua
Vôo no espaço, o pensamento desnudo
Cativo amizades, recrio mensagens
Nesta miragem poética crio meu mundo.
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Sogueira

*DUAS BOCAS*


**Duas Bocas**
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Bocas que falam ao mesmo tempo
Confusas, num diálogo em desigual
Fugindo, discussão tempo recorde
Distantes se mantêm tempo irreal

Bocas que unidas se encontram
Num diálogo de paz e harmonia
Projetos são criados base certa
O beijo é selado em maestria

Bocas que alimentos necessitam
Para a fome saciar, rotina e vida
Rastejam pelas ruas, quer guarida
Atacam é furto certo, quem domina!

Na boca que o olhar sente desejos
A sede da imagem sacia enlevo
Os sonhos emolduram um belo quadro
No encontro destes lábios é desfecho
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Sogueira