sábado, junho 23, 2012



* Festas Juninas

No Nordeste, as festas juninas,
Fazem um barulho arrojado.
As quadrilhas são tão lindas,
O povo assiste de bom grado.
Roupas coloridas encantam,
Há competições não enfadam.

O mês todo é de alegria,
As quadrilhas são variadas,
Com crianças só euforia,
Com jovens, simpatias, risadas,
Com adultos é festa animada,
A noite toda é vida encantada.

Não esqueçamos os quitutes:
Pé de moleque, bolo de milho,
Mugunzá, milho assado, cozido,
Pamonha, canjica sem empecilho,
Aluá, tapioca, cuscuz e cocada,
Maria mole e dança rapaziada.

A música alegre vai entoando,
O suor do rosto cai embotando,
Aparecem os noivos aflitos,
Pai apontando, o juiz, chegando,
Filha ingrata já vem com filhos,
Casa ligeiro ou degolo o bandido.

Os dois aceitam casar sem sermão?
Claro juiz, hoje é festa de são João!
Casa nós ligeiro e entra no rojão.

 Sonia Nogueira

sexta-feira, abril 13, 2012

*FORTALEZA 286 ANOS



* Fortaleza 286 Anos
13 de abril

Fortaleza te canto nos meus versos
Tuas origens é banho que aquece
Nascida num Riacho o lindo Pageú
De origem tupi, rio curandeiro é prece.

Outros nomes inda te ocuparam
Rio Mrajayk, Ypojuca, rio da Telha,
Hoje Pajeú oculto em subterrâneos
Com foz na Praia Formosa, teu esteio.

Atrás do mercado Central, teu rosto
Aparece num bosque exposto e vasto
Herança que a cidade tem exposto
Para não apagar teu semblante gasto.

Terra do sol queimando a pele,
Bronze natural da Índia Iracema,
Na orla das praias, no balanço da rede,
Teu nome é forte, Fortaleza é tema.

Imensas canções e artes rondam o ceará
Chico Anísio teu nome não morrerá
Hoje aqui no Shopping Benfica
Está a fortaleza te saudando no ar.

286 anos de lutas, glórias e progressos,
Teus filhos carregam teu estandarte,
As mazelas? Há hoje é só festa!
Caminhemos, engrandecendo as artes.

Fortaleza bela, de mares turbulentos,
De dunas moldadas à mão natureza,
Encantos te rondam em teu portento,
Abramos os braços à mãe nobreza.

 Sonia Nogueira

quinta-feira, março 22, 2012

*DIA MUNDIAL DA ÁGUA



*Dia Mundial da Água
22 de março

Líquido universal transparente,
Dois átomos de hidrogênio,
Um de oxigênio, exigido:
Incolor, inodoro, puramente.

Na fonte o sabor mineral,
Na lágrima que a face molha,
Trás no sangue o essencial,
Na chuva a aragem da folha.

Corre na terra a enxurrada,
Do lixo transborda pros rios,
Faz da poluição a morada,
Poluta perde a força e brio.

O suor também é água,
Que a água limpa refresca,
Nos mares o sujo, a trégua,
Morrem os peixes na pesca.

Cuidemos da nossa água,
Um dia ela pode faltar,
Caso o homem descuidar,
Seus males vêm afetar.

No futuro o pranto, o brado,
A sede vai matar, sonegar,
Um pingo será disputado,
Para a sobrevivência do lar.

SoniaNogueira

domingo, março 04, 2012

*DIA INTERNACIONAL DA MULHER



*Dia Internacional da Mulher
               08 de março

Quando Deus te criou, mulher,
Vieste com grandiosa missão,
procriar na terra, a rede tecer,
fazer da vida terna comunhão:

lavar, passar, engomar, bailar,
varrer, correr, sofrer, sobreviver,
sem esquecer a força de amar,
sorrir, parir, mentir, renascer.

Em cada nascer, ao sol se por,
repor as energias com louvor
e do cansaço, na rotina, chorou.
Seu criador pensou, pensou...

E, falou a mulher em agonia
“Libertas quae sera tamen”
"Liberdade ainda que tardia?
Senhor! Sou toda ouvida, amém.

Abriu a porta, subiu no salto,
fez de a leitura saber, e cultura,
na profissão ganhou o asfalto,
do amor, partilha ou ruptura.

A vida triplicou espaço e vida,
trabalho, lá, filho e profissão,
peso e labuta, vinda e partida
fizeram da mulher sua missão.

E sofre, e rir, e chora, e ama,
herói de sua história fez-se ativa.
Por tanta descrição em sua fama,
Parabenizo-te mulher, força e diva.

Sonia Nogueira

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

*ENTRUDO




 *Entrudo

Vamos sambar neste dia,
Qualquer hora sem cansar,
Entrando assim na folia,
Quem vai querer recusar.

Suor banhando o corpo,
Talco grudando na pele,
Colorido sorriso no rosto
Abraços na roda de leve.

Pra não cansar o folião,
Não beba para cair no chão,
Água é de boa pedida
Alimento de boa acolhida.

Samba morena, com jeito,
De qualquer cor com trejeito,
Fazendo da sala harmonia,
Muita amizade e folia.

 Sonia Nogueira

segunda-feira, dezembro 26, 2011

*CHEGOU 2012



*Chegou 2012

Renascemos todos os dias
cada vez que o olhar enfadado
encontrar a luz do alvorecer
contanto mais um dia acanhado.

Trezentos e sessenta e cinco dias
no cotidiano das ilusões famintas,
dos sonhos que a mente aninha
esperando na tela variadas tintas

para colorir a vida, viver o achado
completar o ciclo, pisar na avenida,
não deixar o tempo roubar o sorriso,
estender os passos alcançar corrida.

Chegou o limite, os dias correram,
os minutos seguiram os ponteiros,
horas trouxeram sobre os ombros
doze meses, cansaços rotineiros,

apagou o um acrescentou o dois
enganado a mente que o ano terminou
vai começar outro ano na esperança
o pensamento aceita e projetou:

no início, outro renascer, esperanças.
O sorriso até se confabula ao tempo
que sarcástico finge que a festança
vai iniciar sem muito contratempo.

Solta fogos, sorrir, abraça os amigos,
Veste a cor branca da paz exterior
mas sabemos que o tempo é matreiro
e, só amor e justiça é eterno redentor.

Feliz 2012 com a paz interior.

Sonia Nogueira

sábado, dezembro 10, 2011

*A LAPINHA NO NATAL


Lapinha no Mosteiro dos Jesuítas, 03 e 04/12/2012
a 415metros acima do nível do mar. Em Baturité-CE

*A Lapinha no Natal

Na lembrança da criança a lapinha.
Vi o menino na manjedoura viva,
a mãe olhava com imensa ternura
e prostrado, José, no bafo a vaquinha.

Vieram os magos pastores a procura
seguindo a estrela que os guiava.
Traziam presentes para o menino
enquanto o silêncio os levava.

Gaspar, o moreno, trazia Mirra,
fragrância de natureza, armistício.
Melquior, o branco, ouro imortal.
Baltazar, o negro, incenso, sacrifício.

Na gruta o vento soprava sombrio.
A estrela parou, a luz deu sinal,
o canto de Hosana no corpo frio
o bafo dos animais aquecia o local.

Sonhei com a cena a lágrima caía
da humildade dos abandonados,
a mente valeu-se da hora agonia
do sacrifício, da posteridade.

Na glória lenta veio a ressurreição
o menino sorria por trás da cortina
e fez-se homem, plantou no coração
amor, perdão, fraternidade, sina.

Sonia Nogueira