quinta-feira, setembro 14, 2006

SAUDADES - IV



** Saudades – IV **
*****
Saudades
De um abraço apertado
Um beijo prolongado
Um toque acariciado
Um sorriso folgado
Um olhar vislumbrado
Uma mão forte deitada
Um peito embalado
Uma atenção desdobrada
Um coração palpitado
Uma confiança esperada
Uma mente equilibrada
Uma conquista despertada
Uma vida completada
De um amor verdadeiro
Sendo último e primeiro
Para uma vida inteira
Carência ou desilusão?
Exigências do coração

terça-feira, setembro 12, 2006

HOJE


*** HOJE ***
***
Hoje é o único dia
Que existe certeza e primazia
Abri os olhos com ousadia
Ergui meus pensamentos...
Porque amanhã será outro dia

Hoje, ouvi o relógio badalar
No mesmo ritmo e melodia
O apito do trem anunciar
O bombeiro apitar em agonia
E amanhã... Será outro dia

Hoje, vi o sol aparecer
O comércio abrir em sintonia
O semblante do tempo desfalecer
Ao anoitecer no fim do dia
E amanhã... Será outro dia

Hoje, vi o tempo caminhar
Silencioso, compassado, meditativo
Doutrinando, para alinhar
O sistema da terra rotativo
E amanhã... Será outro dia

Hoje é o único dia
Que certeza presente é garantia
O futuro inacabado a revelia
Incerto, indeciso, em fantasia
Porque amanhã será outro dia


segunda-feira, setembro 11, 2006

NÃO ESQUECI


** Não Esqueci **
***
Que a vida é passageira
E devemos a cada minuto vivê-la
Como um fato milagroso
Que não retornará pra tê-la

Que a vida é como um lampejo
Como um relâmpago veloz
Que desliza num desfecho
Apagando a luz do sol

Que as rosas murcham
Se não regar longamente
Outras virão, não realizam
O mesmo espaço vivente

Que as oportunidades surgidas
Jamais serão repetidas
Se a ideação da conquista
Tiver indecisões definidas

Que a velhice inicia
A partir do primeiro dia
Quando o nascer principia
Num minuto, na hora, no dia

Que as recompensas da vida
São registradas no livro
Que escrevemos todo dia
Retornando em agonia

Que a cada caminhada perdida
Quando o passo inicia
Fica registrada na via
Da estrada que nos guia

Que Deus é criador imortal
É força, é poder, é clemência
Seu contexto é universal
Nega-lo, é excluir a existência

METADE DE MIM


** Metade de MIM **
***
Sou metade mistério
Com sincretismo vigente
Outra metade idealismo
De sonhos inconseqüentes

Sou metade metamorfose
Transformando minha mente
Outra metade conseqüente
Seguindo naturalmente

Sou metade realidade
Pisando firme no chão
Outra metade suspensa
Enganando a ilusão

Sou metade sonhadora
Projetando meus anseios
Outra metade clareza
Razão sem devaneios

Sou metade luarada
Com luz tênue apaixonada
Outra metade sou sol
Brilhando em disparada

Sou metade alegria
Alicerce em construção
Outra metade euforia
Rejeitando a solidão


quinta-feira, setembro 07, 2006

LIBERDADE - 7 DE SETEMBRO



** Liberdade – 7 de Setembro**
*****
Liberdade... Liberdade...
Abre teu leque com brevidade
Sobre a frágil humanidade
Que clama por liberdade

De idéias acumuladas
Projetos engavetados,
Promessas não realizadas
De moradia alimentada

Liberdade da paz esperada
Dos lares livres das grades
Vê o irmão com credulidade
Unidos na fraternidade

Reina nos corações
De vil superioridade
De incontidas ambições
Que impera austeridade

Liberdade...tem piedade
Dos direitos de igualdade
Que Deus deu a posteridade
Da consciência a legalidade

sábado, setembro 02, 2006

PÁTRIA - BRASIL


**Pátria – Brasil**
*7 de Setembro*
***
Brasil, grandioso e belo
Que acolhe de braços abertos
Seus visitantes, com muito afeto
Oferecendo abrigo em seu teto

De matas imensas, verdejantes
Onde a fertilidade deste chão
Alimenta este povo vigorante
Sequiosos dos frutos e do pão

De rios e águas volumosas
Estendendo seus afluentes ao mar
Inundando cidades grandiosas
Ou expulsando o povo do lugar

Das praias magníficas, extensas
Com dunas desfazendo-se ao luar
Implorando com fúria imensa
Não destrua meu lindo habitat

Tem recursos em abundância
População jovem e ativa
Terras extensas improdutivas
Jogando seu povo em conquista

Terra que a natureza criou
Dádiva ofertada aos filhos seus
Que a luta não saciou
A paz, o lar, que mereceu

Brasil amado por sua gente
Que luta pela paz desta nação
Livres de guerras existentes
Quando assola outra nação

Bravo, oh! Brasil independente
De idéias e lutas sociais
Repousa na esperança veemente
Brasil, te amamos demais

A LÁGRIMA - II


**A Lágrima II **
***
Desliza na face fatigada
Caminhando, pausada
Em passos lentos, isolada
Lágrima de mãe imaculada
Olhando Jesus crucificado

Lágrima da perca
Do filho amado
Do amor acabado
Da ausência do pai adorado
Que se foi pro outro lado

Lágrima da saudade
Do filho rejeitado
Jogado abandonado
Do mundo desligado
Do pedinte mendigado

Lágrima da árvore
Arrastada, golpeada
Gemendo arrebatada
Suplicando, desgastada
Para bem ser replantada

Lágrimas tantas roladas
Por toda humanidade
Pelas guerras provocadas
Pelo ódio suscitado
Pela ambição do pecado

Lágrima que nunca acaba
Enquanto no mundo existir
Amor, tristeza, saudade,
Uma rosa despetalada
Sempre no peito guardada

***
Sogueira